TCU analisa novo orçamento da usina hidrelétrica de Belo Monte
Postada em 04/03/2010
O Tribunal de Contas da União (TCU) recebeu dos técnicos da Empresa de Pesquisa Energética (EPE) na manhã desta quarta-feira (03/03) a revisão do orçamento dos custos de implantação da hidrelétrica de Belo Monte (11.233MW), que deverá ser construída no rio Xingu (PA).
O órgão de fiscalização, que havia fixado a tarifa inicial do leilão da usina em R$68,00, já começou o processo de análise das novas planilhas, que contam com mais R$1,5 bilhão de investimento em compensações socioambientais, oriundo das condicionantes impostas pela licença prévia emitida pelo Ibama.
A assessoria de imprensa do TCU informou que a análise do projeto recebeu máxima prioridade em razão de sua magnitude. Segundo apurou a reportagem do Jornal da Energia, o parecer do ministro José Múcio só deverá ser divulgado na próxima semana, adiando um pouco mais a realização da licitação do mega empreendimento, que está prevista para ocorrer até 12 de abril. A EPE, contudo, espera que até a próxima sexta-feira (05/03) o relatório seja publicado.
Além da revisão do passivo ambiental, outros pontos, como o volume de escavações e despesas com pessoal, estão sendo recalculados pela equipe de técnicos do TCU com base nas novas informações da EPE. Inicialmente, o governo estimava que seriam necessários R$16 bilhões de investimentos para a construção deste projeto. Este valor deve sofrer um acréscimo de pelo menos 10%, segundo uma fonte do órgão federal.
As empresas interessadas em participar do leilão de Belo Monte aguardam ansiosas pelo novo preço-teto do pregão. Players, como GDF Suez, CPFL, Cemig e Alcoa, só vão decidir sua participação depois que as condições da licitação vierem à tona.
Até agora, dois consórcios já se formaram. De um lado, as construtoras Camargo Corrêa e Odebrecht lideram o primeiro grupo. Andrade Gutierrez, Vale, Neoenergia e Votorantim vão disputar na outra ponta. As empresas subsidiárias da Eletrobrás serão distribuídas entre esses consórcios. Para um especialista que pediu para não ser identificado, o fato da Cemig não ter se juntado à Andrade pode ser um sinal que a empresa mineira negocia com a GDF Suez a criação de um terceiro grupo interessado no projeto hidrelétrico.
Fonte: Jornal da Energia