Brasil pode ter papel de destaque em agenda para redução de emissões
Publicado en 15/04/2010
Um por todos, todos por um planeta. Foram apresentadas ontem, no Rio, as ações a serem adotadas como parte da Campanha Global de Liderança Climática Brasil 2020, organizada pela ONG State of the World Forum em parceria com a Rede Globo e a Fundação Roberto Marinho. A ideia da campanha — lançada ano passado e idealizada pela ONG fundada em 1995 pelo ex-líder soviético Mikhail Gorbachev e Jim Garrison — é que a sociedade civil assuma um papel efetivo na luta contra a elevação das temperaturas da Terra. O objetivo é criar uma agenda com ações individuais e empresariais para atingir a ambiciosa meta de redução de até 80% das emissões de CO2 até 2020.
— A campanha está chegando ao Brasil porque acreditamos que o país, mesmo tendo que fazer o seu dever de casa na questão ambiental, tem um potencial enorme para exercer um papel de liderança no desenvolvimento de novas estratégias contra o aquecimento global — afirma Emília Queiroga, vice-presidente do State of the World Forum Internacional e diretora da Campanha Global de Liderança Climática.
— Afinal, o Brasil possui uma matriz energética 52% limpa, tem a maior extensão de terras cultivadas no mundo e detém grande extensão da Amazônia. São muitos fatores favoráveis, indicando que o Brasil pode assumir esse papel de liderança.
Estratégias para o futuro do país e do planeta Segundo Emília, o diferencial da campanha é que ela trabalha não em torno dos problemas já detectados, e sim de soluções a serem apresentadas.
— É fundamental trabalhar com todos, tanto lideranças empresariais como civis, que já tenham entendido a urgência e a gravidade desse cenário e a necessidade de agirmos agora. Por isso, o foco da campanha são as soluções. Não estamos deixando de enfrentar a crise climática por escassez de soluções e sim por falta de iniciativa política.
Para estabelecer o que a campanha descreve como “prosperidade climática”, seus organizadores estabeleceram um cronograma de dez anos, incluindo ações envolvendo economia, arte, mídia e até mesmo estilo de vida.
— Já há muitas iniciativas interessantes no mundo. Muitas chegam mesmo a disputar recursos.
Se elas se unirem, tudo poderá funcionar bem mais rápido.
Na campanha, apresentamos novos modelos de arquitetura financeira que facilitem isso.
A campanha trata também de questões de esclarecimento junto à população, já que boa parte do que vai à nossa mesa, por exemplo, tem ligação com as questões climáticas.
Essa agenda de ações para os próximos dez anos, conta Emília, inclui também o anúncio do primeiro Fórum Mundial de Liderança Climática, que acontece entre os dias 27 e 30 de maio, na Bahia.
— Queremos lembrar, nesse e em outros debates, que não há contradição entre desenvolvimento econômico e a luta contra o aquecimento global. Precisamos de uma estratégia para o futuro do país e do planeta.
Búsqueda: INFOENER